O governo de Donald Trump está sinalizando a aliados que não tem planos imediatos para uma invasão terrestre do Irã, mesmo enquanto mobiliza milhares de soldados para o Oriente Médio, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.
Essas pessoas, que pediram para não serem identificadas ao discutir deliberações privadas, alertaram que o presidente poderia mudar de ideia a qualquer momento ou avançar com um ataque. Segundo elas, as tropas podem desempenhar diversas funções, incluindo ajudar na evacuação de cidadãos americanos, mas também criar uma sensação de ambiguidade estratégica sobre as intenções dos Estados Unidos.
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A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Questionada anteriormente sobre uma reportagem do Wall Street Journal afirmando que os EUA poderiam enviar mais 10 mil militares para a região, a porta-voz Anna Kelly disse que todos esses anúncios viriam do Pentágono e que Trump “sempre tem todas as opções militares à sua disposição”.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou na sexta-feira que os EUA podem atingir seus objetivos no Irã sem o uso de tropas terrestres, mas que a presença delas dá opções a Trump.
“O presidente precisa estar preparado para múltiplas contingências, que não vou discutir na mídia”, disse Rubio a repórteres. “Podemos alcançar todos os nossos objetivos sem tropas terrestres. Mas estaremos sempre preparados para dar ao presidente o máximo de opções e a maior capacidade de adaptação a contingências, caso elas surjam.”
Nos últimos dias, o Departamento de Defesa enviou duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais — cerca de 5.000 militares no total — ao Oriente Médio. A primeira dessas unidades deve chegar no sábado, enquanto a segunda levará mais tempo. O departamento também ordenou o envio de cerca de 2.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército.
Esses movimentos geraram especulações de que Trump estaria se preparando para um ataque terrestre. Cenários possíveis incluem capturar o principal centro de exportação de petróleo do Irã, a ilha de Kharg, apreender material nuclear iraniano ou ocupar áreas costeiras próximas ao Estreito de Ormuz.
Os EUA precisariam de mais tropas para operações de maior escala, e o tempo prolongado dessas ações ultrapassaria o prazo de quatro a seis semanas estabelecido por Trump para a guerra. Mais de 150.000 soldados americanos invadiram o Iraque no início da guerra de 2003, como parte de uma coalizão que era aproximadamente o dobro desse tamanho.
Na quinta-feira, Trump adiou o prazo para que o Irã concordasse em reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentasse ataques à sua infraestrutura energética, reduzindo, por ora, as especulações de que os EUA estavam se preparando para intensificar a campanha iniciada com ataques americanos e israelenses em 28 de fevereiro.
Rubio se reuniu na sexta-feira com representantes do Grupo dos Sete na França, buscando mais apoio de aliados europeus para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. Ele disse a seus interlocutores que a guerra terminaria em semanas, não meses, segundo uma das fontes. Questionado na quinta-feira se o estreito pode ser reaberto sem o uso de tropas terrestres, Rubio disse que não iria “especular sobre o que será necessário”.
O governo Trump já havia sugerido anteriormente ao Irã e seus aliados que seguiria um determinado curso de ação, apenas para fazer o oposto depois. Em 2025, Trump ordenou ataques às instalações nucleares iranianas, mesmo enquanto ambos os lados prometiam continuar as negociações e enquanto ele insistia repetidamente que o Irã queria fechar um acordo.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a rodada mais recente de ataques mesmo após as partes concordarem em realizar outra rodada de negociações sobre o programa nuclear do país.
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