Ações: o que são, como comprar e como ganhar dinheiro na bolsa
Ações são frações do capital de uma empresa negociadas na bolsa de valores (B3). Entenda como funcionam, como comprar, quais os tipos (ON, PN, Units) e como o imposto de renda funciona.
Como funciona
Ações são pequenas frações do capital de uma empresa. Quando você compra uma ação, torna-se sócio da empresa — com direito a participar dos resultados, receber dividendos e, em alguns casos, votar nas decisões da companhia.
As ações são negociadas na B3 (bolsa de valores do Brasil). O preço de cada ação varia conforme a percepção do mercado sobre o valor e o futuro da empresa — oscilando para cima ou para baixo ao longo do dia de negociação.
Existem dois tipos principais de ações:
- Ordinárias (ON): dão direito a voto nas assembleias da empresa. Identificadas pela terminação “3” no código (ex: PETR3, VALE3).
- Preferenciais (PN): têm preferência no recebimento de dividendos, mas geralmente não têm direito a voto. Terminação “4” (ex: PETR4, BBDC4).
As chamadas Units (terminação “11”) são certificados que representam um conjunto de ações ON e PN juntas, como ITUB11 ou SANB11.
Por que isso importa para o seu dinheiro
Ações são a classe de ativos com maior potencial de retorno no longo prazo — historicamente, no Brasil e no mundo, ações superam inflação, renda fixa e imóveis em horizontes de 10, 20 ou 30 anos. É o mecanismo pelo qual o crescimento econômico se converte em patrimônio pessoal.
O retorno de uma ação vem de duas fontes:
- Valorização: o preço da ação sobe com o tempo à medida que a empresa cresce e lucra mais.
- Dividendos: a empresa distribui parte do lucro aos acionistas em dinheiro.
A contrapartida é a volatilidade: o preço das ações oscila mais do que renda fixa no curto prazo. Quem entra na bolsa precisando do dinheiro em poucos meses pode se deparar com cotações desfavoráveis.
Por isso, ações são adequadas para o longo prazo — o horizonte de investimento é o maior aliado do acionista.
Na prática
Para comprar ações, você precisa de conta em corretora de valores (como XP, Rico, Clear, NuInvest ou Genial). O processo é simples: abra a conta, transfira dinheiro e compre as ações pelo home broker ou aplicativo.
Alguns conceitos práticos importantes:
- Lote padrão: ações são negociadas em lotes de 100. Mas no mercado fracionário (código com “F” no final, ex: PETR3F) você compra frações — de 1 a 99 ações.
- P/L (Preço/Lucro): um dos indicadores mais usados para avaliar se uma ação está cara ou barata. Divide o preço da ação pelo lucro por ação.
- Imposto de renda: vendas abaixo de R$ 20 mil no mês são isentas de IR. Acima disso, paga-se 15% sobre o lucro (day trade tem alíquota diferente: 20%).
- Stop loss: ordem automática de venda se o preço cair até um nível determinado — usada para limitar perdas em operações mais ativas.
Para quem está começando, uma abordagem comum é montar uma carteira de ações de empresas sólidas e pagadoras de dividendos, comprando regularmente e reinvestindo os proventos ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
- Preciso de muito dinheiro para investir em ações? Não. Com o mercado fracionário, você consegue comprar uma única ação de muitas empresas por menos de R$ 50. Não há valor mínimo obrigatório.
- Ações são arriscadas? Têm volatilidade maior do que renda fixa, mas o risco se reduz com horizonte de tempo mais longo e diversificação. O maior risco é comprar sem entender o que está comprando.
- Como escolher ações? A análise fundamentalista avalia a saúde financeira e as perspectivas da empresa (faturamento, lucro, dívida, margem). A análise técnica analisa o comportamento do preço no gráfico. Muitos investidores combinam as duas.
- O que acontece se a empresa falir? O acionista é o último a receber na fila de credores. Em casos de falência, as ações podem perder todo o valor. Por isso, diversificação é fundamental.
- Ações pagam dividendos sempre? Não é obrigatório em todo período, mas empresas com capital aberto são obrigadas a distribuir pelo menos 25% do lucro ajustado quando há lucro. Veja mais em dividendos.